O Rio Capibaribe deriva da língua tupi – Caapiuar-y-be ou Capibara-ybe (ou ipe) – e significa rio das Capivaras ou dos porcos selvagens. Sua nascente se localiza na Serra de Jacarará, na divisa dos municípios de Jataúba e Poção e deságua no Oceano Atlântico, no Recife.

Ao longo dos seus 270Km se interliga com ambientes urbanos e rurais. O seu curso atravessa 42 municípios o que possibilita inúmeros usos: irrigação, transporte,
abastecimento público e industrial, pesca, turismo, lazer. No Recife divide a área central da capital. Atravessa vários bairros, como o da Várzea, Caxangá, Apipucos,
Monteiro, Poço da Panela, Santana, Casa Forte, Torre, Capunga, Derby, Madalena e faz uma confluência com o seu irmão, o Rio Beberibe, atrás do Palácio do Campo das Princesas, antes de desaguar no Oceano Atlântico. Seu braço sul passa por Afogados, Ilha do Retiro, rumo a Ilha Joana Bezerra, juntando-se ao rio Tejipió e chega à foz em pleno Porto do Recife.

Ao longo do século 20, o rio foi adquirindo outras feições. Vale lembrar que o Capibaribe é um desses rios que, como muitos outros no Brasil e no mundo, tem sua existência atrelada ao desenvolvimento das cidades. O seu uso intensivo tem resultado em inúmeros problemas ambientais e hídricos: poluição das águas por esgotos domésticos e industriais sem tratamento adequado, poluição por resíduos sólidos, assoreamento, ocupação de suas margens com conseqüente redução e supressão das matas e manguezais.

Pensando nisso, o projeto Conhecendo o Rio Capibaribe, da ONG Instituto Boa Vista,  é lançado em um momento oportuno, quando o mundo debate o tema de qualidade de vida e sustentabilidade, o Deputado Daniel Coelho, desafiado pelo instituto Boa Vista, criou a Emenda Parlamentar 405/2013, para colocar em prática o Projeto que se prontificou a realizar um estudo do Rio, desde a sua nascente até a sua foz, documentando o modus vivendis da população ribeirinha em vídeos e fotos.

Em comemoração à Semana do Meio Ambiente, o Grupo JCPM trouxe a exposição “Conhecendo o Rio Capibaribe”, de autoria do fotógrafo Canário Caliari e aproximou as pessoas ao curso do rio e às pessoas que dele dependem para sobreviver. O resultado do estudo a sociedade pode apreciar nesta exposição, que tem o apoio do Governo do Estado de Pernambuco, Secretaria de Cultura de Pernambuco e Fundarpe, mostrando sua importância histórica que passeia e “deságua” no desenvolvimento  cultural, humano e econômico de Pernambuco, bem como sua degradação, pondo em risco o futuro do Estado e do Recife que tem as margens do Rio o surgimento da capital que outrora pequena e hoje se tornou uma das principais metrópoles do Brasil conhecida internacionalmente e que tem por honra preservar um dos seus maiores patrimônio e cartão postal:  o Rio Capibaribe.

O objetivo desta exposição de fotografias e vídeo é estimular a sociedade da necessidade de preservar o Rio Capibaribe para que no futuro à população possa usufruir das suas belezas de suas paisagens naturais, de suas águas e sua biodiversidade. Ganha o Recife, ganha o Brasil e o planeta.

O Instituto Boa Vista  agradece a todos que colaboraram pelo sonho de colocar este projeto aos olhos da população de Pernambuco e do Brasil. Em especial ao:

  • Governo do Estado de Pernambuco
  • Secretaria de Cultura de Pernambuco
  • Fundação de Cultura do Estado de Pernambuco
  • Deputado Daniel Coelho
  • JCPM